
A grande maioria das empresas reclama da dificuldade em cumprir a cota de contratação de pessoas com deficiência estipulada pela Lei 8.213/91. Mas, na verdade, o que é preciso ser discutido é a forma como a inclusão dessas pessoas deve ser feita no mercado de trabalho.
Carolina Ignarra e Tabata Contri, ambas cadeirantes e respectivamente sócia e consultora da Talento Incluir, consultoria especializada na recolocação e desenvolvimento de projetos de inclusão de pessoas com deficiência e profissionais seniores, discutiram com os congressistas do CBTD as formas como a inclusão deve ser feita nas empresas.
Já no início da conversa, Carolina afirmou que são diferentes os conceitos de portador de deficiência, portador de necessidades especiais e especiais. “A ONU adotou a terminologia pessoa com deficiência, afinal, o oposto de eficiência é ineficiência, o que é totalmente diferente de deficiência”, explicou.
Para Carolina, alguns dispositivos da Lei 8.213/91, hoje em dia não fazem sentido algum. “A partir da militância, as pessoas com deficiência conquistaram direitos e, o principal, conquistaram trabalho e dignidade”.
Para ela, a sociedade deveria ver o deficiente como uma pessoa igual às outras, apenas com algumas limitações. “A visão que a sociedade tem da pessoa com deficiência é de dois extremos: ou é o coitadinho ou é o super-herói”, disse.
Carolina ainda destacou que o avanço da tecnologia tem ajudado muito na inclusão e readaptação da pessoa com deficiência. “O Brasil tem 500 anos, mas só há 10 anos que se discute a inclusão de deficientes no mercado de trabalho”, destacou Tabata Contri.
Tabata ainda disse que há um déficit cultural e social da pessoa com deficiência no Brasil. “A maioria só tem o Ensino Fundamental e os graduados já têm trabalho”, contatou. Por outro lado, ela afirmou que há falta de cultura inclusiva. “As empresas contratam porque é lei”, criticou.
Para Carolina, área de Treinamento é criativa o suficiente para desenvolver programas de inclusão de acordo com a necessidade da empresa. “Não existe receita de bolo, porque o que serve para uma organização pode não servir para outra”.
A sócia da Talento Incluir deu algumas dicas do que as empresas devem fazer para promover a inclusão das pessoas com deficiência. “É preciso desenvolver o profissional com capacitação técnica e desenvolvimento comportamental para igualar e não superar o potencial da equipe”.
Ela ainda indicou a realização de pesquisas periódicas com os profissionais com deficiência e seus gestores para analisar, desenvolver e reter essas pessoas na organização. “A inclusão pode começar com algumas ‘pitadinhas’ como, por exemplo, contratar deficientes para os eventos da empresa, independentemente da preocupação com o preenchimento da cota”, recomendou.

Bom Dia,
Estou fazendo um projeto integrado em minha faculdade referente a responsabilidade social, gostei muito dessa matéria públicada. Alguém pode me ajudar me enviando um modelo de treinamento para os funcionários saberem como lidar com portadores de necessidades especiais??
Katiana,
A pessoa mais recomendada a te atender é a própria Carolina Ignarra, que proferiu esta palestra no CBTD 2010. O e-mail de contato dela é contato@talentoincluir.com.br. Ela é supergente boa!
Obrigado pela visita ao Mais RH!