
A palestra magna de encerramento do CBTD 2010 aconteceu envolta a um fato inusitado: um problema na rede elétrica fez o Mendes Convention Center ficar totalmente às escuras justamente no momento em que o jornalista Caco Barcellos iniciava sua apresentação.
Uma ação rápida da organização e, principalmente, uma profunda demonstração de respeito da plateia de quase 2 mil pessoas, fizeram com que, apesar do escuro e da falta de som, a palestra continuasse sem sobressaltos. Aliás, a demonstração de solidariedade dos congressistas foi um capítulo à parte, já que alguns utilizaram seus notebooks e iPads para iluminar Barcellos.
O jornalista começou contando a luta de seu pai, um motorista da Prefeitura de Porto Alegre, pela defesa de seus valores contra um chefe corrupto. “Foram esses valores positivos que me levaram a cursar Jornalismo e estar envolvido sempre em histórias de investigação e relacionadas a questões sociais”, contou.
Barcellos destacou que por trás de cada história contada no jornalístico Profissão Repórter, ele e a equipe sempre discutem as questões éticas para poder elaborá-la. “Cada repórter nosso se envolve por 3 a 4 meses com o personagem da história antes dela ir ao ar”, relatou.
Alfredo Castro, diretor científico da ABTD, perguntou a Barcellos por que ele e a Globo decidiram investir em um programa com jovens talentos. “Não é fácil convencer a direção de uma empresa a investir em profissionais sem experiência e ainda em um projeto de envergadura como o Profissão Repórter”, destacou. “A revolução digital faz com que o jovem esteja mais bem informado. Espero que o jovem seja visionário, um idealista radical”, conceituou.
Barcellos ainda destacou que o processo de seleção para o Profissão Repórter reúne 25 mil candidatos para 11 vagas, ou seja, é mais concorrido que o vestibular da FUVEST ou mesmo de alguns mais cobiçados programas de trainees de algumas multinacionais.
