
Numa proposta diferenciada, parte da equipe científica do CBTD se reuniu no terceiro dia de Congresso para promover uma rodada de debates com os cerca de 150 participantes sobre os rumos para a área de Recursos Humanos.
Alfredo Castro, Arthur Asnis, Marcos Baumgartner e o escritor Roberto Shinyashiki abriram a discussão comentando sobre o uso das redes sociais nas empresas.
Shinyashiki afirmou que as redes sociais devem fomentar o debate entre as pessoas e não apenas informar. Por outro lado, Baumgartner disse que, apesar do lado “legal”, os sites de relacionamento, “escancaram a organização para o mundo”.
Alfredo Castro destacou que a tecnologia aumentou o tempo de trabalho e diminuiu o de lazer.
Fernando Lima, diretor de RH da McLane e presente à plateia, argumentou que os profissionais de Recursos Humanos delegaram à área de Tecnologia da Informação a política de acesso às redes sociais. “É possível adotar ferramentas de relacionamento para o ambiente interno e RH pode contribuir na identificação delas”.
O executivo ainda destacou que a preocupação com a tecnologia é maior que com o relacionamento. “As pessoas precisam conversar mais pessoalmente e não pelos comunicadores instantâneos”, criticou.
Processos
Shinyashiki ainda disse que as empresas esperam soluções mágicas com o uso da tecnologia ou mesmo com a contratação de palestrantes. “Se a chefia for incompetente, não é a palestra ou o software que vai resolver o problema”, constatou.
Alfredo Castro e Arthur Asnis declararam serem favoráveis à discussão dos processos organizacionais. “As pessoas estão muito preocupadas com a conclusão e não com o processo que gerou determinado resultado”, contra-argumentou Castro.
Marcos Baumgartner ainda afirmou que há certa prepotência no discurso de RH ao acreditar que tem condições de resolver todos os problemas da empresa, em detrimento ao pensamento das demais áreas. “É preciso tomar consciência dessa arrogância”, concluiu.
