“É preciso encontrar… os valores que sejam a essência do negócio e o conduzam até o futuro”
(adaptado do artigo de James C. Collins e Jerry I. Porras)
Os grandes navegadores sabem onde fica o norte. Sabem aonde querem ir e o que fazer para chegar ao seu destino. Com as grandes empresas acontecem a mesma coisa: Elas têm Visão! É isto que lhes permite administrar a continuidade e a mudança simultaneamente, entender a distinção entre o imutável e o variável. Empresas realmente grandes compreendem a diferença entre o que nunca deve ser mudado e que deve estar aberto a mudanças. Esta rara capacidade — que exige disciplina consciente — está estreitamente vinculada à capacidade de desenvolver uma Visão.
Os funcionários da HP sabem que mudanças radicais em práticas operacionais, normas culturais estratégias comerciais não arranham os princípios básicos da empresa. A Johnson & Johnson questiona regularmente sua estrutura e reformula seus processos, mas preserva os ideais incorporados à sua filosofia.
A palavra visão tornou-se, infelizmente, uma das mais desgastadas e menos compreendidas dos últimos tempos.
A Visão indica os princípios básicos que devem ser preservados e para qual futuro se deve progredir. A Visão compreende dois componentes principais:
- A Ideologia Básica, que define o caráter permanente de uma organização, nos diz o por quê de nossa existência.
- O Futuro Visualizado, que nos mostra o que aspiramos nos tornar, alcançar e criar.
A Ideologia Básica é a razão de existir da empresa, não uma meta ou estratégia de negócios. Deve refletir os valores e as motivações das pessoas para trabalhar. Não se cria ou se define uma Ideologia. Ela é descoberta. Não pode ser inferida olhando-se o ambiente externo. É compreendida quando se olha para dentro, quando nos perguntamos os verdadeiros “por quês” fabricamos ou vendemos algo.
Criadores de grandes empresas como: David Packard (HP), Masaru Ibuka (Sony), Paul Gavin (Motorola), compreenderam que é mais importante saber quem você é do que para onde está indo. Afinal, o lugar para você está indo muda a medida que muda o mundo em que vivemos. Líderes morrem, produtos tornam-se obsoletos, mercados mudam, mas a ideologia central de uma empresa persiste como fonte de orientação e inspiração.
A Visualização do Futuro ocorre em duas partes: a definição de metas de 10 a 30 anos e a descrição de qual será a realidade se a meta for atingida. Grandes empresas têm usado as ‘supermetas’ para incentivar o progresso. Uma verdadeira ‘supermeta’ é simples, clara e inspiradora, concentra esforços e catalisa o espírito de time. Apresenta uma linha de chegada bem definida para que a organização saiba que a atingiu. A supermeta leva as pessoas a se envolver, requer pouca ou nenhuma explicação e é aprendida rapidamente.
Por que algumas empresas existem:
- 3M – Solucionar problemas não solucionados de maneira inovadora
- Cargill – Elevar o padrão de vida mundial
- HP – Fazer contribuições técnicas para o avanço e bem estar da humanidade
- Merck – Preservar e melhorar a vida humana
- Walt Disney – Alegrar as pessoas
Por fim, em pesquisa realizada para livro “Feitas para Durar”, descobriu-se que desde de 1925, o desempenho de empresas com uma Visão clara e realizadora, superou em 12 vezes o do mercado acionário em geral.
Nossas empresas precisam ter uma missão definida que orienta e inspira a todos os funcionários. Ela deve ser seguida. Temos que ter uma visão clara dando-nos a certeza de onde estamos indo. Temos que ter claro quais são os valores e princípios básicos da empresa. Os subsistemas da organização devem estar caminhando juntos e na mesma direção. Para o mesmo futuro.
E o RH? Temos nossa própria missão, visão e valores — alinhados ao da empresa — definidos, discutidos e seguidos por todos os envolvidos? O RH assegura que os valores e princípios da empresa sirvam realmente de orientação para todas as decisões tomadas pela organização? Ele caminha para o futuro com um rumo claro e definido? Questiona regularmente se as regras e políticas internas estão alinhadas à Missão, Visão e Valores da organização? Será que não está aí o nosso papel estratégico?
