O conceito atual de trabalho irá mudar. A lealdade pessoal aos chefes e o “tempo de casa”, a cada dia menos garantirão a estabilidade no emprego. Hoje, com todas as mudanças ocorridas nas empresas, a única garantia para o futuro é o trabalho competente e profissional.
As empresas cada vez mais irão buscar, essencialmente, o mesmo tipo de pessoa: alguém que tenha iniciativa. Alguém que, em uma dada situação de trabalho, procure agir sempre de forma interdependente — qualquer que seja sua formação, treinamento ou capacidade.
O ambiente competitivo, o número de mudanças e a velocidade dos negócios são intensos demais para que haja em uma empresa funcionários que façam apenas aquilo que os chefes lhes pedem. A empresa que ainda espera este comportamento de seus empregados é uma séria candidata a cair fora do negócio em uma questão de tempo.
Compare sua empresa com qualquer concorrente. Provavelmente, vocês têm produtos, serviços, tecnologia, canais de distribuição e estratégias de mercado semelhantes.
O que faz com que uma empresa tenha sucesso e outra lute para sobreviver? São as pessoas, a iniciativa, a energia, o empenho com que elas trabalham, e o modo como são lideradas.
Os dias de “superiores” e “subordinados” cada vez mais pertencem ao passado. O trabalho hoje deve ser o de uma parceria, todos trabalhando em conjunto e com o mesmo foco. Os empregados é que sabem melhor como fazer seu próprio trabalho. Eles conhecem bem os problemas que surgem no trabalho e como solucioná-los. Eles vêem e sentem em primeira mão o que os líderes podem apenas deduzir a partir de relatórios.
Muito em breve nós seremos um mundo de empregados autogerenciados, onde todos precisarão compreender a importância de sua própria contribuição para a missão e o propósito da companhia e se esforçar para tomar as iniciativas que tenham maior impacto no trabalho.
Que tipo de empregado é você? Aquele que espera sem arriscar ou aquele que faz, que busca a sua auto-realização e qualidade de vida no trabalho?
Que tipo de líder é você? Está se preparando, para subordinados que exigirão a cada dia um direcionamento cada vez mais estratégico e menos técnico? Está preparando seus liderados para darem o máximo de si, a maior parte do tempo de forma auto-sustentada?
Você, está fazendo o que tem de ser feito ou só aquilo que lhe pedem?
Artigo baseado no livro, “Faça o que tem de ser feito e não apenas o que lhe pedem”, de Bob Nelson.
