Uma pesquisa recém realizada buscou conhecer as crenças, opiniões, atitudes e sentimentos sobre prazer e sofrimento dos profissionais de RH, no ambiente de trabalho de uma determinada empresa.
Entendeu-se que o profissional de RH constrói representações muito peculiares sobre o tema, seja com base em suas próprias vivências de prazer e sofrimento, seja com base na percepção e no entendimento que constroem sobre o que se passa com seus companheiros na empresa.
Embora compartilhando questões comuns com esses parceiros de profissão, os profissionais de RH vivenciam problemas específicos de sua posição na empresa, tais como conflitos entre seus valores pessoais e os da organização os medos e ansiedades originados por um pensar que eventualmente se coloquem na contramão da “ortodoxia” de seus superiores. Ao quadro das angústias, agregam-se os dilemas das decisões que precisam ser tomadas ou implementadas e que afetam a vida de outros, mas que poderiam ser os seus.
A compreensão que os profissionais de RH possuem a respeito do sofrimento humano nas organizações influi nas concepções, atitudes e decisões por eles tomadas e na maneira como lidam com as pessoas nas empresa. Por outro lado oferece suporte ideológico às estratégias e às ações da área de RH. E se, por alguma razão, aí ocorre uma dissonância, surge o conflito de valores e o sofrimento.
A existência de prazer e sofrimento nos processos de trabalho foi reconhecida e vinculada diretamente à qualidade das relações interpessoais, ao tipo e à organização do trabalho. O não reconhecimento do significado do próprio trabalho induz ao desestímulo e o trabalho passa a ser visto como algo desinteressante, com a perda do significado do trabalho ocorre uma ruptura entre o eu e o mundo que retira do indivíduo o interesse e o controle sobre o trabalho.
Outro ponto significativo é o real conhecimento do trabalho que realizam estes profissionais. A pesquisa mostrou que a maioria dos pesquisados não conhece o trabalho que realiza. Este conhecimento em sua dimensão mais ampla pode favorecer a emergência de novos significados sobre a importância do individuo para a organização e para a sociedade.
Apesar da grande maioria dos Dirigentes de empresas atribuírem grande importância à participação e colaboração entre os funcionários, os mesmos porém, admitem que a prática difere do discurso. Segundo eles, a organização do trabalho em suas organizações estimula os comportamentos individualistas, principalmente, através do excesso de trabalho ou pressão por resultados.
