Você acredita em Empowerment?

A cada dia o tema do Empowerment e da delegação volta à tona em conversas e treinamentos com executivos de várias organizações no Brasil. A descentralização do poder, a busca da melhor distribuição de papeis e responsabilidades organizacionais e o equilíbrio entre vida pessoal e profissional, são temas constantes nos discursos das altas lideranças de organizações, mas a verdade é que a prática tem mudado muito pouco.
Parece que a mudança de comportamento exigido para o real exercício do Empowerment, têm sido vencida por hábitos e culturas fortemente arraigados à vida das pessoas e organizações. A sustentação profissional baseada em relações políticas, a preocupação exagerada com o marketing pessoal, o gosto e o prazer de resolver problemas, orgulho, egos inflados e insegurança pessoal são os obstáculos mais comuns à prática do Empowerment.
Mas talvez o maior obstáculo de todos seja a crença no ser humano, ou no caso, a falta da crença; na responsabilidade, competência, habilidade e valor do ser humano.
Por definição um bom líder é aquele que ajuda seus subordinados a sentirem-se fortes e responsáveis, que os reconhece por desempenho efetivo, e que se assegura de que as coisas estão organizadas, de modo que os subordinados sabem o que estão fazendo e o que deverão estar fazendo no futuro com a mínima intervenção do líder. É a inversão da pirâmide hierárquica, são os líderes servindo aos seus subordinados.
Quando compreendemos que são os subordinados que têm o maior contato com os clientes, e que acreditamos que estes subordinados querem atender da melhor forma aos clientes e acionistas, entendemos que o objetivo do líder não é o de forçar as pessoas a fazerem coisas, mas de ajudá-las a descobrirem a melhor maneira de executar suas tarefas, visando a excelência organizacional auto sustentada.
Se um líder cria e encoraja este espírito, certamente seus subordinados irão desempenhar muito melhor o que lhes for confiado, eles sentem que têm mais responsabilidade. Aumenta-se o moral porque se produz um maior sentido de clareza organizacional e espírito de time.
Deste modo, não há alternativa a não ser escutar nossos subordinados, desenhar os sistemas e condições de trabalho de acordo com as necessidades deles. É a plena consciência do líder que sabe que não pode desempenhar sozinho todas as tarefas necessárias para o sucesso da organização e que deve liderar os outros, para que estes executem trabalhos e produzam resultados para a organização. E que, por fim, encoraje seus subordinados a serem leais à instituição, ao invés de serem leais a uma pessoa em particular. Isto é Empowerment!

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