Bola da vez. Essa tem sido a expressão para marcar as possibilidades do Brasil neste 2010, que traz boas perspectivas de retomada da economia e deixa para trás um período sombrio em função da crise mundial. Adiamento e suspensão de projetos, contenção de despesas, esforços de sobrevivência e visão de curtíssimo prazo, tão presentes há um ano, hoje parecem passado remoto em um cenário de oportunidades, que serão mais bem aproveitadas pelas organizações que, a despeito das dificuldades, continuaram investindo em suas equipes e em seus líderes.
Uma liderança forte faz toda a diferença para a competitividade das organizações, ainda mais quando surge a possibilidade de um crescimento mais agressivo após uma fase de refluxo e estagnação. Os líderes desempenharão papel crítico na retomada, até porque a margem de erro tende a zero. As empresas que desperdiçarem oportunidades podem amargar perdas difíceis de reverter no futuro.
Algumas corporações estão bem avançadas em suas políticas e práticas de desenvolvimento de lideranças, como aponta o ranking Top Companies for Leaders da revista Fortune. Realizado em conjunto com a Hewitt e o The RBL Group, o levantamento coincidiu em grande parte com os momentos mais agudos da crise mundial e acabou por demonstrar que, de olho na perenidade do negócio, organizações comprometidas com a construção de uma liderança forte não desviaram o foco, nem arrefeceram os investimentos na área. Ao contrário, algumas intensificaram os esforços, cientes de que só com esta munição é possível assegurar e potencializar o crescimento, enfrentando os percalços que ainda devem surgir no caminho.
Saem na frente companhias como IBM, que figura no topo da lista, seguida de perto pela Procter&Gamble. Entre as 25 multinacionais que compõem o ranking está a Natura, brasileira que conquistou a 11ª posição, à frente de gigantes como Whirlpool, 3M, Eli Lilly e Pepsico. A qualidade da gestão e o desempenho das empresas listadas dão a dimensão dos retornos concretos obtidos pelas estruturas que priorizam a formação das lideranças em bases permanentes. Ainda que seja um atributo intangível, a liderança repercute no valor de mercado, firmando-se como um diferencial de alto impacto em termos de competitividade, além de assegurar os resultados desejados sem descuidar da sustentabilidade e do longo prazo. Em outras palavras, a liderança forte torna tangíveis os intangíveis.
A crise não afetou uniformemente os setores e as empresas. Houve quem sentiu mais de perto seus efeitos, enquanto alguns passaram ao largo das turbulências. Se algumas companhias mantiveram a trajetória, mesmo diante das dificuldades, outras optaram por desacelerar os motores e, com certeza, terão maiores dificuldades na retomada. O importante agora é, mais do que depressa, realizar um amplo diagnóstico e proceder a uma auditoria das capacidades e das competências organizacionais. Só assim será possível empreender o futuro com segurança, cientes de que o sucesso das empresas depende fortemente da qualidade de suas lideranças e equipes.

Bom texto. Aponta para o essencial. Fica aqui uma sugestão de pauta para o próximo: o que faz uma liderança ser forte. Não o “forte” dos anos que passaram, onde a preocupação era apenas atingir os objetivos estabelecidos por uma comunidade empresarial que sofria do completo de Rappa Nui ( o umbigo do mundo). Pelo contrário, há que se discutir o que significa “liderança forte” para os anos que correm, onde o futuro está a demandar visão planetária, sustentável e solidária.
Minha pista (pelo menos a que persigo) : valores humanos.
Olá Patrão!
Obrigado pelo comentário ao artigo do Manuel aqui no blog.
Vou avisar o Manuel para que ele veja seu comentário.
Hoje te enviei um pedido de conexão pelo LinkedIn. Eu e o Manuel já estamos conectados por lá.
Abraços e obrigado por visitar o Mais RH!
Ótimo texto. Como sempre, simples, lúcido e objetivo. É uma pena que a grande maioria das empresas se aproveitou da crise para fazer mais um enxugamento da estrutura, sobrecarregando os “pobres coitados” que ficaram. Essas continuam se aproveitando, agora da retomada, crescendo muito pouco suas estruturas sob a alegação de que “se conseguimos operar bem na crise assim, porque não podemos continuar?”
Abs
Thiele,
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Concordamos com você ! Os bons exemplos, cheios de coerência e praticidade, transmitidos com entusiasmo por um Líder forte para toda a organização, motivam equipes, e sem dúvida, levam as empresas ao sucesso.
Manuel, seu artigo está excelente ! Aguardaremos você lá no CEAP-RH no dia 13/4/10 para falar deste importante assunto.
Um Abraço, A.A.Vieira.
Vieira,
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A propósito, o Sr. é o Antonio Abreu Vieira que foi RH da GE?
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Excelente artigo Manuel. Ajuda a pensar!
Um abraço
Ricardo,
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Caro Manuel
Li com muita atenção seu artigo. É muito atual e sua análise nos remete a Cias que conhecemos e que se encontram em uma das fases abordadas.
Suas considerações como sempre são oportunas e objetivas.
Um forte abraço
Chico
Francisco,
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As reflexões do Manuel, como sempre bem escritas e equilibradas, trazem à luz outro ângulo de visão, mais próximo talvez do pano de fundo que pode permitir um avanço no entendimento do que significa Governança Corporativa no Século XXI: que tipo de liderança estamos preparando para nos suceder, seja nas empresas, no governo, ou no terceiro setor? Em outras palavras, que sociedade desejamos construir? Sem parecer muito pessimista (e, parafraseando a boutade de um conhecido que não vou denunciar publicamente, “o ser humano é um experimento falido”…) se há uma lição que o final do Século XX nos deixou é a de que as lideranças do seu último quarto se aproximaram mais do “show business” do que propriamente do seu verdadeiro “business”, seja esse “negócio” de interesse privado, público ou social no sentido mais amplo. Não há como encarar o desafio dos conflitos de interesse, de agência ou simplesmente do hedonismo desenfreado, sem voltar o pensamento para que tipo de liderança estamos urdindo nas luzes claras do dia ou na calada das noites eternas. Parabéns Manuel!
Obrigado pelo comentário, Eduardo!
Tenho avisado o Manuel para acessar periodicamente o blog para que ele possa ler os comentários dos amigos.
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Caro Manuel,
Conhecemos-nos ao vivo, em cores e vocalmente. Agora, tive o prazer de conhecê-lo literariamente.
Parabéns. Liderança é tudo! A premissa que você anuncia enseja um adendo: precisamos de líderes em tempos de guerra e de paz.
Obrigado pelo comentário, Pfister!
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