Muitos fatores como competitividade, pressão para o cumprimento de metas, reuniões, trânsito, entre outros, são responsáveis pelo estresse que afeta o rendimento e as relações do profissional no ambiente de trabalho. De acordo com dados da Internacional Stress Management Association Brasil (Isma – BR), o estresse afeta 70% dos brasileiros, sendo que 30% sofrem com níveis elevados.
Segundo o especialista em Comportamento Humano e Gerenciamento do Estresse, Neto Pucci, da J. Pucci Comportamento, algumas reações físicas e emocionais como dores de cabeça, nervosismo, ansiedade, dores musculares e falta de concentração são os sintomas mais comuns do estresse, mas que com algumas medidas simples podem ser minimizados, já que nem sempre é possível se livrar dos agentes causadores do estresse no ambiente profissional.
De acordo com o especialista respirar fundo é fundamental nos momentos mais complicados. “A respiração abdominal permite oxigenar os músculos e é uma técnica importante de relaxamento”, explica. Pucci ainda afirma que ter uma alimentação saudável, rica em verduras e legumes ajuda a manter o organismo equilibrado em situações críticas e evita que o corpo fique debilitado.
Deixar a mesa de trabalho por alguns minutos para tomar água ou café é outra medida importante para gerenciar a pressão. “Sair do foco do assunto gerador de estresse, mesmo que por pouco tempo, respirar fundo e voltar para encarar a questão, faz toda a diferença”, ensina Pucci.
Para administrar ainda melhor a pressão do dia a dia no trabalho e evitar os sintomas do estresse e outras doenças, Pucci também recomenda atividades que façam com que o profissional se “desligue” dos problemas. “Exercícios físicos, yoga, ouvir música ou simplesmente assistir TV podem colaborar para o gerenciamento do estresse”, diz.
Porém, nem sempre o estresse tem origem apenas no ambiente de trabalho. Segundo Pucci, é preciso identificar o foco do estresse e eliminá-lo em vez de apenas tratar sintomas. De acordo com o especialista os fatores mais comuns são: problemas financeiros, comportamentais e familiares. O primeiro costuma impor ainda mais pressão no dia a dia. “Em pesquisas que realizei com profissionais de diversas empresas, 95% dos entrevistados gastam sem planejamento e acabam trabalhando apenas para conseguir pagar as contas, o que contribui ainda mais para o estresse”, revela.
O segundo está ligado ao autoconhecimento e aceitação. “Existem quatro perfis psicológicos: Sanguíneos, Coléricos, Melancólicos e Fleumáticos. Todos têm defeitos e qualidades e o maior confronto, gerador de estresse, está em entender e aceitar os próprios defeitos. Por isso, costumo dizer em meus treinamentos que o maior inimigo do ser humano é ele mesmo”, destaca.
O terceiro foco do estresse está ligado a relações familiares. “A maioria das pessoas não consegue manter o equilíbrio emocional no trabalho quando tem problemas em casa. Normalmente esses problemas estão associados a vícios, problemas conjugais, falta de comunicação e finanças”, enumera.
Comportamento
Um dos mais graves problemas de gestão enfrentados pela maioria das empresas brasileiras é a tendência de todo gestor de pessoas tratar os empregados da mesma forma, diminuindo drasticamente o desempenho e engajamento da equipe, que terá como conseqüência resultados abaixo do esperado.
A constatação é de Eduardo Carmello, diretor da Entheusiasmos Consultoria, consultor organizacional e um dos mais renomados palestrantes na área de Liderança e gestão de pessoas do país. “Gestores estão jogando dama, em vez de jogar xadrez. Entramos na Gestão da Singularidade, em que há uma melhora consistente no desempenho da equipe quando o gestor compreende que há níveis diferentes de performance, engajamento e capacidade de aprendizagem dos elementos de sua equipe. Não se trata de conhecer características e personalidades e sim de oferecer estratégias diferenciadas para talentos em níveis diferenciados de performance e engajamento”.
Carmello afirma que em toda empresa há aqueles que têm desempenho abaixo da média, na média e acima da média. No entanto, quando os chefes querem chamar a atenção daqueles que têm desempenho fraco, eles reúnem todos os empregados em uma mesma sala e apontam os problemas de modo genérico. “Esse tipo de atitude paternalista é trágica para as empresas, pois seu único efeito é derrubar o bom desempenho e engajamento daqueles profissionais que se destacam, uma vez que eles são tratados da mesma forma que os outros”, alerta.
Segundo o consultor, outro fator que leva os gestores a tratarem todos da mesma forma é o fato de que as empresas desconhecem, de modo geral, as necessidades de cada profissional, bem como seus desempenhos. E por não terem esse tipo de informação individualizada, particularizada, os gestores cometem injustiças com aqueles empregados que têm melhor desempenho que os demais. “Quando o gestor protege a baixa performance de um pequeno grupo, desprotege todo o comprometimento e desempenho dos talentos que estão em alta Performance”, analisa o consultor.
Ele ainda complementa, afirmando que muitas empresas promovem treinamentos lineares, para todos os empregados de uma determinada área, mas o fato é que esse tipo de treinamento tem efeito desmotivador para aqueles empregados que já dominam o assunto. “Frequentemente, o talento de alta performance já conhece o que deve ser feito e se desmotiva num seminário de 8 horas. E o de baixa performance, volta do treinamento e continua tendo o mesmo nível de entrega, pois a causa do baixo desempenho não é falta de treinamento e sim a dificuldade do gestor em orientar e cobrar do talento de baixa performance a entrega prometida”, assinala Carmello.
Segundo o consultor, a Gestão da Singularidade é fundamental, pois profissionais engajados, motivados e preparados requerem menos esforço do gestor, uma vez que basta convencê-los da importância e do propósito do projeto para que eles saiam fazendo e sempre com alto grau de excelência. “Já os profissionais com baixo engajamento vão se motivar a fazer algo se eles perceberem que a equipe toda está atuando. Caso eles percebam que nem todos estão envolvidos, vão relutar em trabalhar. É necessário uma outra estratégia do gestor para engajar esse nível. Não dá para esperar desse nível a mesma disposição e entrega dos de alta oerformance. O mais grave é o profissional não engajado. Este profissional tem que ser cobrado constantemente. Dessa forma, o gestor de pessoas que atua com Singularidade, desenvolve três abordagens diferentes com sua equipe, uma para cada nível de entrega e engajamento de seus profissionais. Se o gestor tratar a todos da mesma forma, desconsiderando estes níveis, não vai conseguir o máximo desempenho da equipe”, orienta Carmello.
Dificuldades de gestão
Um dos problemas da gestão de pessoas no Brasil está no fato de que nossa cultura considera pessoas de baixa performance ou engajamento (que muitas vezes chamamos de “resistentes”) muito difíceis de serem gerenciadas. A maioria dos gestores acabam evitando lidar firmemente com esse tipo de profissional, deixando-os de lado ou mesmo ignorando sua performance. “O que poucas empresas percebem é que profissionais que entregam abaixo do esperado e não estão engajados, impactam de modo decisivo não só na fabricação de um produto, mas na prestação de um serviço ou o atendimento a um cliente”, constata Carmello.
A gestão massificada não consegue contemplar essas diferenças, impedindo a criação de alto nível de engajamento, aprendizado e entrega, profundamente necessário para empresas que estão buscando competitividade. “A gestão da equipe de forma singular produz, além de resultados econômicos, um sentido de justiça, meritocracia e total comprometimento, abordagem fundamental para a retenção e aproveitamento da inteligência dos profissionais de alta performance”, alerta Carmello.
Com a extensão das jornadas de trabalho e o aumento da interação entre as equipes, maiores são as chances de se estabelecer uma relação de afeto entre gestores e funcionários. O fato é que as pessoas passam cada vez mais tempo com os colegas de trabalho, superando até a quantidade de horas que dedicam à família e amigos. Dessa maneira, inevitavelmente a relação profissional extrapola o ambiente de trabalho e ganha mesas de bares, viagens e festas. Diante dessa realidade, uma pergunta fica no ar: será que a amizade entre gestor e colaborador pode prejudicar a empresa ou o profissional? Ela pode diminuir as chances de um funcionário ser promovido? Pode alterar a decisão tomada por um gestor?
Uma pesquisa realizada pela Trabalhando.com Brasil com 325 pessoas revela que 48% dos entrevistados acreditam que a amizade com o chefe pode prejudicar a carreira. Desses 48%, 33% acham que muitos colegas confundem trabalho com vida pessoal e podem achar que aumento de salário ou promoções estão sendo recebidas por conta da amizade e 15% acreditam que os colegas podem olhá-lo de forma diferente. Dos demais entrevistados, 52% acham que a amizade não atrapalha e que ela pode até harmonizar o ambiente profissional.
Para o diretor-geral da Trabalhando.com e autor do livro best-seller de carreira “A estratégia do olho de tigre” (Editora Gente), Renato Grinberg, existem dois casos de amizade no ambiente profissional: aquela em que o profissional é contratado por indicação do chefe, pois já mantém um laço de amizade antigo ou a que se forma por afinidade durante o trabalho. “Uma relação extraprofissional pode otimizar processos, facilitar o diálogo e suavizar a tensão do ambiente de trabalho. Por outro lado os laços afetivos podem ser meio caminho para que excessos de intimidade e possíveis favorecimentos venham à tona, gerando mal-estar entre os colegas e até mesmo uma competitividade negativa. O importante é sempre se manter o bom senso nesses casos”, explica.
O especialista dá dicas para que chefes e colaboradores não transformem amizade em pesadelo.
Se você for funcionário…
1. Se você e seu chefe já eram amigos, não exponha nada que possa se transformar em piada, como apelidos ou histórias engraçadas;
2. Evite fazer comentários do que vocês fazem ou onde vão fora do horário de trabalho;
3. Não aproveite os momentos de lazer com o chefe para criticar colegas ou fofocar sobre eles;
4. Cuidado: alguns chefes se aproximam dos subordinados para arrancar informações pessoais. Dependendo do gestor, tudo o que você disser poderá ser usado contra você e não a seu favor;
5. É preciso colocar sua carreira em primeiro lugar, não tenha medo de desapontar seu “chefe/amigo” caso surja uma oportunidade em outra empresa.
Se você for chefe…
1. Muito cuidado com um funcionário que se mostra exageradamente amigo, ele pode estar mal intencionado;
2. Não abra assuntos estratégicos da empresa nos seus momentos de descontração, isso pode colocar em jogo seu cargo de confiança;
3. Não misture as coisas: não promova um funcionário só por amizade, ele precisa ter competência para assumir novas funções, se der errado o maior prejudicado pode ser você;
4. Haja naturalmente com seu “amigo/funcionário” o suficiente para que a relação de amizade não seja lembrada;
5. Separe bem as coisas, pois em momentos críticos como uma demissão, por exemplo, você pode se enrolar. Outro situação delicada é a de dar ou receber feedbacks: a crítica pode ser levada para o lado pessoal, e isso pode prejudicar o trabalho.
Com a proibição dos fumódromos nas empresas, fumar um cigarro na hora do trabalho se tornou uma atividade que consome tempo. Muito tempo. E como tempo é dinheiro, os fumantes que precisam se ausentar toda vez que vão atender o vício, terminam por sobrecarregar quem fica e, pior, chamar a atenção das chefias para as suas ausências. O fato é que essa realidade está levando muitos fumantes a serem preteridos pelas empresas ou a terem problemas na carreira, pois seu desempenho profissional é consideravelmente inferior ao daqueles que não precisam parar o que estão fazendo a toda hora para ir acender um cigarro.
Segundo Marcelo Maron, diretor executivo do Grupo PAR, de Brasília, o hábito de fumar está prejudicando a carreira de muita gente. “Administramos várias empresas e nos processos de seleção, se houver um empate entre dois candidatos em função de conhecimento e habilidades, aquele que fuma vai ser preterido. Ou seja: os fumantes já não são mais contratados caso estejam disputando uma vaga com alguém que não fuma e tem qualificações semelhantes”, explica.
E as razões para isso, segundo Maron, são simples. De acordo com o executivo, se o profissional atua em atividades que exigem foco e concentração como criação, produção de relatórios, análises de dados, entre muitas outras, parar para fumar implica em perder essa concentração, que só será retomada depois de um determinado período. “O tempo que o fumante perde não é apenas o de descer e ir fumar na rua, que já é longo o bastante. Mas também aquele tempo necessário para retomar a concentração no projeto ou atividade que precisou ser deixada de lado. Se uma pessoa fuma 10 cigarros por dia na hora do trabalho, o que é pouco para alguns fumantes, então o tempo perdido nessa atividade pode ser muito superior ao de duas horas diárias. Para as empresas, pressionadas pela necessidade de produtividade e resultados, é longo demais”, alerta Maron.
Pressões
Para os fumantes inteligentes, essa realidade já se tornou evidente. Segundo Maron, têm sido cada vez mais comuns os casos de pessoas que deixam de fumar em função do fato de que, se ausentar por várias vezes para fumar, é algo cada vez mais questionado pelas chefias. “Já vivenciamos vários casos aqui nas empresas do Grupo PAR de pessoas que largaram o fumo em função do trabalho. Para muitos, ficar as 8 horas do dia sem fumar é o caminho para deixar o hábito de uma vez por todas, o que tem impactos positivos até na vida pessoal”, atenta.
Outro aspecto sobre o qual não se costuma falar é, segundo Maron, uma crescente discriminação contra os fumantes. “Com os ambientes cada vez mais livres do fumo, o fumante é percebido com mais facilidade, inclusive em função dos odores que emanam da pessoa, de suas roupas e até do hálito. Pessoas que fumam e trabalham em áreas de linha de frente, no atendimento a clientes, por exemplo, podem causar má impressão, algo que o consumidor transfere da pessoa para a empresa. Então, nesse sentido, muitas organizações estão evitando colocar fumantes no relacionamento direto com o cliente, o que termina por limitar o espaço de atuação dessas pessoas”, assinala.
Para o diretor do Grupo PAR, os fumantes precisam começar a perceber que fumar não prejudica apenas o organismo das pessoas, mas começa a ter efeitos negativos também sobre a carreira, oportunidades de emprego e até de promoção.
Para marcar o Dia Internacional da Mulher, a MONGERAL AEGON realiza amanhã, dia 8 de março, às 15h00, na sede da empresa no Rio de Janeiro e com transmissão às unidades via TV Mongeral, a palestra “Como Prevenir o Câncer de Mama”, seguida de bate-papo com a jornalista Luciene Dressano, que venceu a doença. O objetivo é comemorar a data de forma consciente.
Vitoriosa na luta contra um câncer de mama, Luciene Dressano publicou o livro “Histórias de cada um… No meio do Rio, pequenos e grandes milagres” que, desde 2008, vem sendo distribuído gratuitamente em hospitais de referência no tratamento da doença e durante eventos programados.
Na obra, a autora utiliza a própria experiência na superação da doença para levar aos pacientes uma mensagem de possibilidades por meio da redescoberta da autoestima. A publicação transformou-se no projeto Livro nos Hospitais, criado para despertar o paciente para o lado belo da vida. “Realizamos um trabalho contínuo de conscientização em bem-estar e saúde para nossos funcionários por meio do programa Saúde para a Vida Toda. Essa ação para o Dia Internacional da Mulher é mais um passo para que tenhamos profissionais cada vez mais conscientes da importância da prevenção”, revela Luciana Rosa, gerente de RH da MONGERAL AEGON.
O câncer de mama é um dos tipos com maior incidência de óbitos em mulheres em nosso país. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), 27 mulheres morrem a cada dia vítimas da doença. São estimados, a cada ano, cerca de 50 mil novos casos, segundo o Ministério da Saúde. É também a patologia que causa maior temor às mulheres, pela frequência e pelos efeitos que causa em nível psicológico, afetando a sexualidade e a própria imagem pessoal.
Quando o câncer de mama é diagnosticado precocemente, a doença tem 95% de chance de cura, segundo o Inca. Para isto, as mulheres devem realizar avaliações regulares com mamografias, exames clínicos e o autoexame da mama mensalmente.
