Dois anos depois de seu lançamento, a plataforma de orientação de carreiras do Santander, Caminhos e Escolhas (www.caminhoseescolhas.com.br), é reformulada e ganha funcionalidades e ferramentas colaborativas de uma rede social. O objetivo da mudança é tornar o portal ainda mais atrativo, interativo e dinâmico aos jovens no começo da vida profissional.
A partir de agora, os mais de 160 mil usuários do portal podem compartilhar suas interações nas redes sociais tradicionais, como Facebook, Twitter e Linkedin, e com os demais usuários do próprio Caminhos e Escolhas. Os jovens contam ainda com salas de bate-papo, chats com convidados, fóruns e caixas de mensagens, funcionalidades que também aumentam a interação e favorecem o seu autoconhecimento.
As atividades oferecidas na plataforma buscam, além do autoconhecimento, ampliar a visão dos jovens e profissionais sobre os vários segmentos do mercado. Uma vez cadastrado no Caminhos e Escolhas, o usuário também tem acesso a informações referentes a processos seletivos e oportunidades que surgem no Santander durante o ano. “A internet está em constante evolução e não podemos estar desatualizados. Nosso público é exigente e conectado, por isso renovamos nossa plataforma, tornando-a ainda mais atrativa e moderna. Queremos oferecer novas perspectivas para que os jovens possam construir suas carreiras de uma forma mais tranquila e segura, compartilhando suas dúvidas com especialistas e com os próprios usuários da plataforma”, afirma Marco André, diretor de Recursos Humanos do Santander.
Ainda segundo o executivo, o objetivo do banco é ser uma empresa desejada e considerada referência pelos jovens como empregador.
A plataforma pode ser acessada no endereço: www.caminhoseescolhas.com.br.
Desenvolvimento de carreira
A importância crescente da comunicação e a redução do número de secretárias nas empresas levou à necessidade de muitos executivos começarem a escrever suas próprias cartas, e-mails e apresentações. E o resultado disso tem sido um desastre de grandes proporções: os executivos brasileiros escrevem mal e a culpa é da escola. Há poucas pesquisas a esse respeito, até porque pouca gente assume a autoria de textos ruins, mas uma pesquisa realizada pela Associated Press há duas décadas já mostrava a dura face do problema: ouvidas mais de 400 empresas, em 80% delas havia a certeza de que os executivos eram péssimos na produção de textos.
Segundo Carlos Faccina, ex-diretor de RH da Nestlé e consultor, “durante bom tempo a prática de escrever bem andou ligada à idéia de cultura inútil, que não era fundamental para a produtividade. Mas de uns sete ou oito anos para cá, quando as empresas passaram a dar mais ênfase à comunicação como um todo, ficou visível o total despreparo dos executivos para redigir um texto”, alerta.
Para Marcelo Maron, diretor executivo do Grupo PAR, de Brasília, além de consultor e professor da UniEURO, muitos executivos se preocupam com o inglês, mas esquecem por completo a importância de escrever bem na própria língua.
“Escrever corretamente e dominar seu próprio idioma é condição básica para crescer na vida profissional. Salvo raras exceções, não há pessoas que cresçam em suas carreiras sem saber redigir boas correspondências, projetos ou mesmo contratos. Há quem diga que para tanto servem os assessores, advogados e secretárias. Com certeza é muito desejável que eles também saibam, mas um verdadeiro profissional tem de saber colocar suas ideias no papel, com clareza e objetividade. Caso contrário, não fará uso adequado de suas próprias aptidões”, assinala.
O executivo, que aplica teste de redação nos processos de seleção dos profissionais que contrata, diz-se impressionado com a quantidade de candidatos a cargos gerenciais que simplesmente não escrevem com clareza ou mesmo precisão.
“Não me refiro ao português formal e absolutamente irretocável, mas ao domínio da língua de uma forma correta, limpa e clara, mesmo que um tanto coloquial. É o mínimo que se pode exigir de alguém que ocupe um cargo de liderança. Isso não quer dizer que aqueles que não têm cargos de chefia podem relaxar no que diz respeito ao bom português, porque escrever é básico, é cartão de visita de qualquer pessoa, física ou jurídica. Muitas coisas ali são reveladas, tais como equilíbrio, preparo, capacidade de exposição e síntese, imagem, objetividade, criatividade, entre muitas outras qualidades e até problemas”, explica Maron.
A clareza no uso do idioma, assinala Maron, que contrata em média 350 profissionais por ano, é fator decisivo para o sucesso em uma carreira, seja ela onde for. “Infelizmente, é muito comum encontrar comunicados empresariais que dariam vergonha a qualquer bom aluno de ensino fundamental. As mensagens eletrônicas, tão utilizadas hoje em dia, são de uma pobreza linguística que causa tristeza. Embora curtos e muito focados, os ditos e-mails já revelam a qualidade da linguagem do seu autor. Erros de ortografia e concordância são muito comuns. Erros de pontuação estão quase sempre presentes e, no meu entender, são os piores, uma vez que dificultam a interpretação e podem mudar completamente o sentido das frases. Mas sobretudo, falta às pessoas a clareza necessária para se fazerem entender na linguagem escrita”.
Para ele, é difícil encontrar quem construa um texto de forma adequada aos seus objetivos, mesmo com “erros perdoáveis”. “Possivelmente por terem pouca carga de leitura ao longo da vida, aliada à falta de prática, há muitas pessoas potencialmente competentes, mas que pecam na escrita. Vivemos nas empresas um verdadeiro apagão linguístico. São raras as empresas que possuem empregados que efetivamente saibam escrever, e já vivi casos em que profissionais problemáticos mantinham seus empregos pelo simples fato de dominarem a linguagem escrita”, revela Maron, que recomenda a aplicação de redações em português nos processos de seleção.
O crescimento do profissional atuante em um contact center vai, atualmente, muito além da atividade de supervisão de outros colaboradores. Segundo análise de mercado feita pelo Sintelmark (Sindicato Paulista das Empresas de Telemarketing, Marketing Direto e Conexos), as profissões em que os operadores têm grande possibilidade de evolução na carreira se encontram na área de Tecnologia da Informação.
Dentre os cargos de maior ascensão, além dos mais conhecidos como monitoria, supervisão, coordenação e gerência, estão:
• Técnico de telecomunicação
• Técnico em eletrônica
• Programador da linguagem Java
• Programador da linguagem DotNet
• Administrador de redes
• Assistente administrativo de diversos departamentos como: Recursos Humanos, Financeiro, entre outros.
Segundo Stan Braz, diretor presidente executivo do Sintelmark, para o funcionário que atua em PA’s (Postos de Atendimento) é mais fácil migrar para a área de TI, pois ele possui um contato diário com as tecnologias existentes na operação. “Estes profissionais são treinados para aprender a lidar com sistemas fundamentais para a realização do seu trabalho. Portanto, as empresas buscam treiná-los para inseri-los nos departamentos tecnológicos, uma vez que eles possuem uma visão sobre os processos e as políticas de trabalho destas empresas”, afirma.
Para Myrian Naime, que iniciou sua carreira em uma operação de atendimento ao consumidor e, hoje, atua como diretora de relacionamento do UOL, o fundamental para o crescimento profissional no contact center é gostar de interagir com pessoas, perceber as necessidades dos clientes e entender a importância de sua função para a organização em que trabalha. “Para progredir profissionalmente é essencial ter foco e visão de negócios, entender o tripé que move o setor: pessoas, processos e tecnologia”, destaca.
O primeiro contato da executiva com a área ocorreu no Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) com atuação focada na defesa do consumidor, e posteriormente, ao trabalhar em serviços a clientes, iniciou seu trabalho respondendo a cartas de consumidores e, desde então, Myrian passou por diversas empresas e níveis hierárquicos ligados ao contact center. “Ocupei os cargos de assistente de atendimento, supervisora, gerente, superintendente de pessoas físicas e jurídicas e, atualmente, exerço a função de diretora. Portanto, compreendo o quanto esse setor de relacionamento é importante e reforço que o fator chave para o meu crescimento profissional foi compreender as necessidades dos clientes, estudar bastante e estar preparada para os desafios da carreira”, argumenta.
Já para Cristiane Lima, gerente de operação da CSU e que iniciou sua carreira no contact center há nove anos como atendente, trabalhar em uma operação desenvolve habilidades fundamentais para o crescimento profissional em qualquer atividade, além de ser uma porta de entrada para um rápido crescimento profissional. “O atendente desenvolve competências muito exigidas atualmente no mercado, pois aprende a trabalhar sobre pressão, aceitar a diversidade, a executar tarefas ao mesmo tempo, como ouvir/compreender, falar e digitar simultaneamente, e a ter um poder de persuasão muito bom. Todas essas competências aliadas às ferramentas de análise do trabalho, fazem com que o bom profissional se destaque rápido e alcance outros cargos, sem o chamado protecionismo”, afirma.
Braz ainda complementa que, como muitos operadores são estudantes de ensino superior, também há grandes chances de crescerem nas áreas de interesse. “Universitários de Administração, Contabilidade, Marketing, dentre outras profissões, que trabalham como operadores, podem migrar de departamento dentro da empresa de contact center, atuando em sua especialidade. As organizações tendem a promover internamente os funcionários, antes de anunciarem as vagas externamente, por entenderem que eles já demonstram confiança, comprometimento e competência nas funções que exercem”, avalia o executivo.
A Trevisan Escola de Negócios realizou no dia 19 de maio a palestra anual direcionada para seu Alumni — grupo formado por ex-alunos de graduação e pós-graduação da faculdade. Foram convidados dois ex-alunos ilustres para contar sobre sua trajetória profissional — Paulo Maffei, que foi presidente e diretor de empresas como Kodak, Polaroid e FujiFilm, e Claudio Lottemberg, presidente do hospital Albert Einstein.
Maffei, que atualmente possui uma empresa de gestão de carreiras e orientação profissional, contou que, em cada organização e em cada cargo por que passou aprendeu muito. “Temos que ter foco, persistência e trabalho duro. Assim alcançamos os nossos sonhos, mas nunca podemos deixar de lado a nossa honestidade e termos certeza da nossa capacidade”.
Para ele, um dos momentos mais difíceis da vida profissional foi a decisão de sair da Kodak. “Já estava há 16 anos na empresa e entrei naquela zona de conforto, mas estava incomodado com isso”. Foi neste momento que, junto com sua esposa, decidiu partir para novos desafios. E deu certo. Na Polaroid, como diretor de marketing & vendas, foi reconhecido internacionalmente pelo seu trabalho — em dois anos, ele e sua equipe triplicaram as vendas. “Recebemos um prêmio internacional por performance, que foi entregue pessoalmente pelo CEO dos Estados Unidos. Isso é muito gratificante”.
Lottemberg, mestre e doutor em oftalmologia pela Escola Paulista de Medicina, abriu sua palestra explicando o seu conceito de sucesso. “Sucesso é a cumplicidade que temos com a felicidade, não apenas com a carreira”, afirmou. “Talvez a receita de sucesso seja conseguir associar vocação com instrumentalização e preparo técnico.” Filho de imigrante russo, a família sempre considerou, de grande importância, a profissão médica. “Para uma família imigrante, o médico tem outras funções. Ele é médico, empresário, tem conhecimento…”
Ao se candidatar a presidência do Hospital Israelita Albert Einstein, Lottemberg brincou: “o problema de sonhar alto é que, de repente, corre o risco de acontecer”. A partir daí, ele teve que buscar competências de gestor que não tinha, e foi se instrumentalizar com cursos na Trevisan na década de 1990. “Não adianta ter ambição sem ter conhecimento e a ascensão na carreira só depende de nós”, comentou o médico. “A profissionalização é essencial e o preparo jamais terminará. A busca por referências é para a vida inteira e sempre descobrimos que cada vez sabemos menos”. Lottemberg, que foi Secretário de Saúde da cidade de São Paulo por seis meses, terminou sua fala recomendando aos 40 ex-alunos presentes: “Sonhe alto, se prepare e tenha ética”.
Nos últimos anos, a economia aquecida possibilitou maior oferta de postos de trabalho no Brasil e uma novidade: oportunidades para profissionais mais velhos. Recente pesquisa do Ministério do Trabalho destacou o crescimento no número de empregos na faixa etária de 50 a 64 anos e acima dos 65 anos. A criação de postos de trabalho para essas idades teve aumento de 10,28% e 12,77%, respectivamente.
A constatação é vantajosa para profissionais e empregadores, segundo Juliana Almeida Dutra, especialista em Gestão de Pessoas e Clientes e diretora executiva da Deep – Desenvolvimento e Envolvimento Estratégico de Pessoas e Clientes.
Para quem está longe do mercado de trabalho por algum tempo, voltar à ativa aos 60 pode ser um grande desafio: o convívio com profissionais mais jovens, conectados à internet e às redes sociais e mais interados com novidades em suas áreas de atuação, a necessidade de falar outros idiomas e de ter uma atuação multidisciplinar etc. “Os mais jovens podem ter muitas habilidades tecnológicas, porém, muitas empresas buscam profissionais experientes, com maturidade para atuar em posições estratégicas”, ressalta Juliana.
Segundo pesquisa do Dieese e da Fundação Seade, em 2003, a participação das pessoas com mais de 60 anos na PEA (População Economicamente Ativa) era de 21,9% na região metropolitana de São Paulo. Esse percentual tem se mantido nos últimos anos. Isso significa que 357 mil pessoas com mais de 60 anos faziam parte do mercado de trabalho. Dessas, 328 mil estavam ocupadas e 31 mil, desempregadas.
O levantamento apontou que os ocupados com mais de 60 anos estão mais concentrados no setor de serviços (52,8%) e no comércio (22,3%). Na indústria, a participação é de 11,9%. Esses números mostram que, para melhorar a renda, o aposentado volta para o mercado de trabalho. Dos ocupados com mais de 60 anos, 43,9% são autônomos; 31,4%, assalariados; 9,8%, empregados domésticos e 9,7%, empregadores.
Aos profissionais rumo ao recomeço, a especialista lista algumas recomendações:
- Procure um trabalho alinhado à sua experiência profissional anterior;
- Identifique suas principais competências e procure algo em que sua competência vá acrescentar ao resultado do trabalho;
- Identifique seu diferencial de mercado e comece por ele sua busca. Isso facilita as entrevistas dos processos de seleção;
- Construa um currículo valorizando sua experiência;
- Lembre-se: as entrevistas hoje objetivam a competência. Por isso, recapitule momentos em que seu trabalho lhe trouxe realmente muito orgulho. Conte ao entrevistador;
- Não pareça resistente às mudanças e novidades, pelo contrário, coloque-se aberto a aprender tudo o que for possível;
- Garanta sua apresentação pessoal e postura profissional, são muito importantes;
- Procure ler jornais e revistas, notícias na internet, que possam atualizá-lo sobre a área que busca;
Vantagens para o empregador
Há vantagens também para as empresas que dão oportunidades aos mais velhos. “Passando pelo processo seletivo normal, um idoso competente tem experiência para a resolução de problemas devido à sua maturidade profissional e também tem mais paciência e competência analítica, além de relacionamento mais apurado com equipes”, informa Juliana Dutra.
A especialista afirma ainda que os mais velhos são excelentes para atendimento a clientes porque reduzem o turnover das empresas pelo seu comprometimento. Em momentos de feedback são mais humildes ao reconhecer seus erros e buscar a melhoria, são menos ansiosos e têm paciência para um plano de carreira mais longo, pois, em geral, já recebem a aposentadoria e por isso o foco do trabalho nem sempre é exclusivamente o salário. “Profissionais mais experientes têm muita capacitação, força de vontade de aprender e ensinar. Hoje em dia, os idosos fazem tudo: entram na internet, dirigem, fazem exercícios, dançam, namoram, estudam, enfim, procuram algo que venha trazer bem estar e o melhor caminho para felicidade.”
