Amigos,
Ontem postei uma notícia sobre um curso da Sociedade Latino Americana de Coaching que promete formar um coach em apenas oito dias.
A enquete desta semana também pretende trazer uma reflexão: qual é a real validade de cursos que prometem formação, seja profissional ou de conhecimento — caso de cursos de idiomas — em curto espaço de tempo?
Enquetes
O assunto ganhou as páginas de jornais, revistas, portais de Internet e alguns minutos de rádio e TV nesta semana: a “decretação”, pelo Supremo Tribunal Federal, do fim da exigência de diploma específico de Jornalismo para exercer a profissão de jornalista.
O presidente mais polêmico da história da Suprema Corte brasileira chegou ao ponto de comparar a profissão de jornalista a de cozinheiro (nada contra esta profissão tão nobre) durante os debates entre os ministros do STF.
Até certo ponto, a decisão tem coerência com outra tomada pelo STF, que determinou o fim da Lei de Imprensa, resquício do autoritarismo da ditadura militar.
O problema maior, a meu ver, é a total desregulamentação da profissão, que abre precedentes para que qualquer pessoa sem um mínimo de formação básica se posicione como jornalista, além da tendência, segundo advogados trabalhistas que consultei, da precarização do trabalho, especialmente entre as empresas de menor porte.
Os mesmos especialistas também afirmam que a decisão do STF cria um precedente que pode abranger outras profissões na mesma situação dos jornalistas, como pedagogos, analistas de sistemas, auditores, bibliotecários, sociólogos, publicitários, entre outras que o mercado exige formação específica para o exercício da profissão, entretanto, não são regulamentadas.
O que desejo trazer à reflexão para este final de semana não é a questão da regulamentação da profissão, já que o próprio mercado faz uma seleção natural para que as profissões citadas anteriormente ocupem seu espaço no mercado.
A enquete que deixo para este final de semana é:
