O Brasil já é a 6ª economia mundial e nos próximos anos irá sediar grandes eventos como a Copa do Mundo e Olimpíadas. Com o crescimento constante dos últimos anos, houve um aumento na procura de profissionais qualificados.
O último balanço divulgado pelo MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) revelou que, das 51.353 autorizações de trabalho para estrangeiros emitidas entre janeiro e setembro do ano passado, 96% foram para profissionais com contrato de até dois anos no Brasil.
Em um processo de transferências internacionais de colaboradores, as empresas devem estar cientes de todos os procedimentos de ordem legal (imigratória, tributária, trabalhista e previdenciária) devido às leis de cada país, contratos e mudança cultural além de pacote de remuneração e benefícios.
Diante deste cenário o IQPC irá realizar a 6ª edição da Conferência Expatriados 2012, que acontecerá nos dias 26 e 27 de junho para discutir a importância de obter uma política de gestão de expatriados estruturada, padronizando processos, evitando erros e perda financeira.
O evento vai trazer experiências concretas em gestão de expatriados de grandes organizações como Accor, Embraer, Emerson Electric, Fras-Le, Hypermarcas, HSBC, International Paper, Nextel, Vale, entre outras.
Haverá mesas-redondas com os principais executivos de Recursos Humanos da Accor, Fras-Le, Nextel e Hypermarcas para debater a visão dos lideres sobre o impacto da expatriação na organização e o alinhamento dessa atividade aos objetivos organizacionais.
Também estão previstos dois workshops; um sobre a otimização do processo de obtenção de vistos e autorização de trabalho reduzindo tempo, dinheiro e agilizando processos e outro com três rodadas de discussão simultâneas para abordar três grandes mudanças dentro da organização – Remuneração e Benefícios, Mudança Cultural e Dificuldades com a legislação brasileira.
Para obter mais informações efetuar inscrições, acesse o site www.expatriadosbrasil.com.
Gestão de expatriados
Debater os impactos do crescente ingresso de profissionais estrangeiros no mercado de trabalho brasileiro e, ao mesmo tempo, alternativas para atender à grande demanda por profissionais com alto nível de qualificação no Brasil. Essa é a proposta do seminário “Mão de Obra Estrangeira no Brasil e Brasileira no Exterior – Mobilidade e Legalidade na Movimentação de Pessoas”, organizado pela Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha de São Paulo (AHK, na sigla em alemão), em parceria com a Prefeitura Municipal de Indaiatuba, no interior paulista.
Voltado a empresários, gestores de recursos humanos, autoridades governamentais, profissionais liberais e demais envolvidos em assuntos relacionados à imigração profissional, o evento será realizado em Indaiatuba, a cerca de 100 km da capital, no auditório da Prefeitura Municipal (Av. Eng. Fábio Roberto Barnabé, 2.800), no próximo dia 25 de maio, das 8h30 às 13h00. A data coincide com as comemorações do “Dia da Indústria” no Brasil, razão de sua escolha. As inscrições devem ser necessariamente realizadas por meio do site da Câmara Brasil-Alemanha. “A mão de obra estrangeira acaba suprindo no Brasil um déficit de recursos humanos estratégicos para os grandes projetos empresariais em curso no País. Esses profissionais, portanto, têm papel de extrema importância em nosso atual contexto econômico. No entanto o ingresso deles é a saída imediata para uma questão muito mais ampla, que é a carência de mão de obra com alto nível de qualificação no Brasil. Essa questão permanece em discussão e necessita de um enfrentamento coordenado”, pontua Weber Porto, presidente da AHK.
Em 2011, a Coordenação Geral de Imigração (CNig) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) concedeu 70.524 mil permissões de trabalho a estrangeiros — um crescimento de 25,9% em relação a 2010. Aproximadamente 94,5% desse total são concessões a estrangeiros com contratos temporários no Brasil. Mais de 33.000 desses trabalhadores possuem nível superior completo. Outro dado que chama a atenção é a elevação do número de profissionais com títulos de mestre e doutor. Segundo o CNig, 1.734 vistos foram concedidos a profissionais com esse perfil, crescimento de mais de 150% na comparação com 2010.
A programação reserva “cases” da Petrobras e da Benteler Automotive sobre suas iniciativas de recrutamento profissional no exterior. Também inclui palestras do advogado da assessoria especializada em imigração Emdoc, Guilherme Dias. Ainda palestram o chefe da Divisão de Migração do Ministério das Relações Exteriores, Ralph Peter Henderson, e o coordenador-geral da Imigração do Ministério do Trabalho e Emprego, Paulo Sérgio de Almeida. Outro palestrante de destaque é o delegado da Polícia Federal, César Augusto Toselli. A programação completa pode ser consultada no site https://www.ahkbrasil.com/ver_evento.asp?id=2624&area=Eventos.
No dia 17 de maio, a Cámara Oficial Española de Comercio en Brasil organiza um encontro de negócios sobre mobilidade global, na sua sede, em São Paulo. Com o objetivo de conduzir os participantes ao universo do profissional expatriado no Brasil, as palestras programadas abordarão questões imigratórias e tributárias no processo de expatriação.
Durante a manhã, Ziara Abud, sócia e diretora da empresa Atene Consultoria Jurídica, apresenta os aspectos jurídicos e processuais para obtenção de visto e autorização de trabalho. Com experiência de 26 anos no direito de imigração, Ziara graduou-se e obteve seu mestrado em Relações Econômicas Internacionais na PUC –SP, onde também lecionou Direito do Comércio Internacional.
No período da tarde, Pamela H. Borges, gerente de International Expatriate Services da Grant Thornton Brasil, analisa os aspectos tributários no processo de expatriação, focando nas obrigações do expatriado e o papel do empregador. Pamela é Bacharel em Administração de Empresas pelas FAAP, com especialização em Direito Tributário Internacional na Fundação Getúlio Vargas – FGV e possui sete anos de experiência na área.
Serviço
Palestra: Global Mobility
Dia: 17 de maio
Horário: das 08h30 às 17h00
Entrada franca para associados e R$50,00 para o público em geral. Vagas limitadas.
Dúvidas: (11) 5508-4593 – segunda a sexta, das 9h às 18h
Local: Cámara Oficial Española de Comercio en Brasil. (Av. Eng. Luís Carlos Berrini, 1681, 14º andar. São Paulo – SP)
Um estudo divulgado no inicio deste ano pelo World Economic Forum (Fórum Econômico Mundial) destaca que a colaboração em mobilidade de talentos entre os públicos de interesse (“stakeholders”) é uma das formas mais eficaz para solucionar falhas do mercado de trabalho e no aumento da criação de empregos.
O estudo intitulado “Talent Mobility Good Practices – Collaboration at the Core of Driving Economic Growth” (Boas Práticas em Mobilidade de Talentos – Colaboração no foco para direcionar crescimento econômico), é resultado de 55 estudos de casos feitos mundialmente, exibindo ações concretas que as organizações – incluindo empresas, governos, instituições acadêmicas, organizações sem fins lucrativos e empregados – vêm colocando em prática para solucionar os desafios de talentos. O estudo foi elaborado em colaboração com a Mercer.
A pesquisa identifica que enquanto existem diversos exemplos de boas práticas que podem ser adotadas para ajudar a reequilibrar o mercado mundial de talentos, a mobilidade de talentos não tem alcançado seu potencial total. O estudo indica que o mercado de talentos enfrenta quatro problemas principais: ampla falta de empregabilidade, lacunas de competências e informações e restrições à mobilidade. Estas questões são universais e desencorajadoras, com inúmeros países e regiões tentando vencer o alto índice de desemprego e as forças de trabalho ainda não exploradas, enquanto que muitos setores da indústria e empresas enfrentam a escassez de talentos e lacunas de competências.
Dentre os estudos de casos, as soluções apresentadas para esses problemas são inúmeras, desde a adaptação de currículos acadêmicos para atender melhor as necessidades de uma indústria até a capacitação de empregados pouco qualificados para o trabalho; praticamente todas as soluções demonstram formas diferentes de colaboração entre os inúmeros públicos de interesse. Alguns exemplos incluem:
• Os estados membros da Associação das Nações do Sudeste Asiático (abreviatura ASEAN em inglês) estão em colaboração com universidades, ministérios do governo e setor privado para derrubar as barreiras impostas à mobilidade de talentos e estabelecer o fluxo livre da força de trabalho qualificada entre fronteiras. A cooperação tem resultado em acordos que buscam facilitar a movimentação de especialistas, profissionais e mão de obra qualificada da indústria; as nações membros podem fornecer atualmente a isenção de vistos, e criaram o ASEAN Business Travel Card, documento que facilita viagens a negócio entre os países participantes da Associação.
• A Toronto Financial Services Alliance foi estabelecida pela Cidade de Toronto como uma parceria público-privada entre governo, instituições de ensino superior e organizações de serviços financeiros visando atrair talentos e, dessa forma, fortalecer o setor de serviços financeiros de Toronto. A parceria tem como objetivo preencher lacunas de informações por meio da identificação de qualificações específicas e necessidades de talentos da indústria no âmbito do ensino superior e universidades. A criação do Centro de Excelência em Formação de Serviços Financeiros (Center of Excellence in Financial Services Education) em 2009 surgiu em consequência desta parceria.
•A NASSCOM, associação da indústria de TI líder na Índia, trabalha no sentido de atualizar e padronizar a portabilidade de qualificações em toda a indústria. Em 2008, a associação desenvolveu um trabalho em parceria com universidades estaduais para criar avaliações de competências padronizadas e um programa de certificação para dinamizar o processo de seleção na indústria. Desde a sua criação, cerca de 100.000 recém-formados em universidades realizaram os testes para contratação em posições iniciais, e espera-se que até 250.000 estudantes a cada ano realizem o teste no futuro.
• No Brasil e na Índia, o Walmart realizou um trabalho em parceria com autoridades governamentais, instituições de ensino e comunidades preocupadas com a empregabilidade da força de trabalho local, lançando programas de capacitação inovadores para atender tanto às necessidades por talentos da empresa quanto às necessidades dos estudantes por qualificações específicas. Apenas no Brasil, a rede varejista abriu 10.000 novos postos de trabalho em 2010 por meio do programa, envolvendo escolas de ensino médio e especialistas locais, e a expectativa em 2011 era abrir 10.000 outros postos de trabalho.
• A Saudi Aramco, empresa do setor de Óleo e Gás, confia em métodos rigorosos de planejamento da força de trabalho, investimentos substanciais em educação e treinamento, e programas de mobilidade de talentos amplos que dão aos empregados exposição para gerenciar práticas e ferramentas usadas por outras empresas mundialmente. Estes programas contribuem para a mobilidade interna em todos os níveis de carreira. A Saudi Aramco também trabalha próxima ao governo da Arábia Saudita e instituições acadêmicas para assegurar um fluxo estável de talentos para a empresa e pelo país.
O estudo se encerra com recomendações sobre como os públicos de interesse individuais podem implementar as práticas colaborativas de mobilidade de talentos com sucesso, que entre outras incluem o compartilhamento de acesso às informações do mercado de trabalho por meio de ferramentas de medição e modelos combinados com dados sobre força de trabalho e desempenho visando estimar o impacto da mobilidade de talentos e desenvolver casos baseados em fatos para o a colaboração entre múltiplos públicos de interesse.
“Esta pesquisa conjunta foi desenhada para criar uma plataforma reconhecida na qual vários públicos de interesse possam endereçar desafios de mobilidade de talentos e trocar práticas e experiências”, comentou Patricia A. Milligan, presidente da área de Talentos, Recompensas e Comunicação da Mercer. “As conclusões obtidas pelo estudo demonstram que apesar dos desafios, já existe uma variedade de soluções práticas e de escala colocadas em ação para combater a escassez de talentos e criar postos de trabalho e, em última análise gerar crescimento econômico”, completou.
“Nosso estudo demonstra claramente que uma visão mais ampla da mobilidade de talentos –– além das transferências internacionais tradicionais –– é necessária para o crescimento das empresas, das indústrias e das economias”, comentou Piers A. Cumberlege, diretor de Parcerias do Fórum Econômico Mundial. “Reunir públicos de interesse diversos com interesses em comum produz soluções multidimensionais eficazes que possuem impacto máximo na gestão dos desafios enfrentados pelo mercado de talentos, além de estimular o crescimento econômico.”
Outros públicos de interesse com boas práticas de mobilidade de talentos analisados no estudo incluem: ABB, Adecco, BC Hydro, The Boston Consulting Group, the European Commission, HCL Technologies, Infosys, International Labor Organization (ILO), INSEAD, LVMH, ManpowerGroup, Mercer, Polish Confederation of Private Employers, PwC, Standard Chartered, entre outros.
Os membros do Global Agenda Council on Skills and Talent Mobility (conselho em Competências e Mobilidade de Talentos) juntamente com especialistas e pesquisadores de alto nível contribuíram para as recomendações contidas no estudo. Durante a sua Reunião Anual 2012 em Davos-Klosters, o Fórum Econômico Mundial procurará catalisar uma plataforma de colaboração única entre diversos públicos de interesse com foco no compartilhamento eficaz das boas práticas de mobilidade de talentos.
Mais informações sobre o relatório estão disponíveis em www.weforum.org/TalentMobility2012
Empresas internacionais esperam alocar muitos executivos fora de seus países de origem nos próximos cinco anos, aponta uma nova pesquisa, “Up or out: Next moves for the modern expatriate” (“Para cima ou para fora: os próximos movimentos do exilado moderno”), realizada pela Economist Intelligence Unit, instituto de pesquisa e consultoria do grupo The Economist, com patrocínio da Regus, líder global no fornecimento de soluções inovadoras de espaço de trabalho.
Ante à estagnação da demanda no Ocidente, a pressão pela expansão para a China, a Índia e outros grandes mercados emergentes vem se intensificando. Quase quatro em dez empresas (39%) planejam aumentar seu pessoal internacional nos próximos cinco anos, de acordo com o estudo, que ouviu 418 executivos sênior responsáveis por escritórios internacionais. “As estratégias de transferência de funcionários para o exterior dão um bom insight de tendências mais amplas da globalização, tanto no que diz respeito às regiões nas quais as empresas estão investindo quanto no que toca aos desafios operacionais cotidianos de montar um escritório internacional”, comenta Paul Lewis, editor-chefe do Executive Briefing da Economist Intelligence Unit e editor do relatório do estudo.
Novas formas de trabalhar
Colocar o talento certo no lugar certo pelo tempo certo depende de uma série de decisões e experimentos em torno do projeto de alocação de trabalhadores internacionais, o local e a natureza dessas funções. ”A pesquisa mostra que a globalização está obrigando as empresas a rever sua abordagem de onde estabelecer operações e a maneira como administram recursos humanos e imóveis. A necessidade de contar com profissionais globais, móveis e flexíveis está tornando ainda maior o desafio de oferecer infraestrutura adequada — ou right-sized — no local de trabalho a custos razoáveis. Ao usar a pesquisa para discutir as pressões que as empresas e seus funcionários no exterior estão enfrentando, podemos ajudá-los a lidar com esses desafios”, observa Mark Dixon, presidente executivo global da Regus plc.
Algumas das conclusões importantes da pesquisa são, entre outras:
• Os executivos querem fazer parte da tendência de trabalho global e móvel. Quatro em cinco executivos acreditam que uma atribuição em “um dos principais mercados emergentes” contribui para seu progresso profissional.
• Entre as empresas, a tendência de enviar pessoal para a China, a Índia e outros países asiáticos é bem mais forte do que a de alocar pessoas em mercados emergentes em outras regiões. Tomados em sua totalidade, o Oriente Médio, a Rússia e o Leste Europeu são os destinos mais comuns.
• Cerca de três a cada cinco profissionais trabalhando no exterior acreditam que a sede de suas empresas não entende bem a natureza do ambiente de negócios local. Um em três reclama de níveis de interferência excessivos.
• Mais da metade dos profissionais com funções no exterior é enviada para um destino específico por períodos de dois a cinco anos. Houve, porém, um aumento das práticas de trabalho flexíveis, como contratos de curta duração e atribuição de tarefas “em trânsito internacional”.
• Quase 75% dos respondentes da pesquisa creem que “sensibilidade cultural” é o mais importante atributo de um profissional que trabalha fora de seu país.
A pesquisa “Up or out: Next moves for the modern expatriate” pode ser obtida gratuitamente, em www.eiu.com/sponsor/expatriates
