Neste mês de julho, a cidade de Joinville (SC) pode contar com mais jovens preparados para o mercado de trabalho. São 15 estudantes que, após participarem do Projeto Escola Empresa, realizado pela TMKT em parceria com a Escola de Educação Básica Dr. Tufi Dippe, durante o primeiro semestre de 2010, já podem partir em busca de oportunidades no mercado de trabalho. No dia 6 de julho, aconteceu a formatura dos alunos da segunda turma do Projeto, que foi implantado na cidade no ano passado e conta agora com 30 alunos formados.
O objetivo da TMKT, companhia posicionada entre as maiores do país no segmento de Contact Center, é auxiliar os jovens na conquista do primeiro emprego, oferecendo conteúdo voltado para o desenvolvimento profissional, pessoal e cultural dos participantes. A grade curricular envolve aulas de Informática, Mercado de Trabalho, Língua Portuguesa e conhecimentos da área de Contact Center, em que a TMKT tem mais de 19 anos de experiência. Além disso, o Projeto também conta com a parceria de professores e doutores da Faculdade Anhanguera da unidade de Joinville, de profissionais da cidade e colaboradores da empresa, para a realização de palestras com temas diversificados aos alunos.
Segundo Cida Carvalho, gerente de Relações Humanas da empresa, o Projeto busca oferecer qualificação profissional, levando informações e atividades práticas que não seriam abordadas em um curso de ensino médio regular, promovendo a inclusão social e digital. “Além de estarem preparados para o mercado de trabalho, os estudantes que apresentam bom desempenho e dedicação durante o curso poderão se candidatar a vagas de emprego em diversas empresas da região, especialmente na TMKT”, ressalta Cida.
A empresa planeja dar continuidade ao Projeto em Joinville com o início da terceira turma, em agosto de 2010, desta vez em outra instituição de ensino da cidade. “O objetivo é estender o projeto a outras escolas da região, para abordarmos alunos de outros bairros, porém, no mesmo nível escolar (ensino médio), levando até eles a oportunidade de se prepararem para o mercado de trabalho”, adianta Edmilson Stahl, um dos responsáveis pelo projeto na TMKT Joinville.
A próxima turma será realizada em parceria com a Escola de Educação Básica Dr. George Keller, localizada no Jardim Iririú, e as inscrições já estão abertas. Os alunos da escola, ou membros da comunidade, que estejam cursando o terceiro ano do Ensino Médio podem se inscrever até o dia 6 de agosto na secretaria da escola ou nos pelos telefones abaixo. As aulas serão ministradas de segunda a sexta-feira, das 17h00 às 18h00.
Mais informações no site http://www.tmktbrasi.com.br/.
Primeiro Emprego
A Secretaria Estadual do Emprego e Relações do Trabalho (SERT), em parceria com a Fundação de Desenvolvimento Administrativo (Fundap), realizou entre o final de 2009 e o começo de 2010 uma pesquisa com pessoas que fizeram estágio pelo programa Jovem Cidadão. O resultado é que 60% delas estavam trabalhando quando foram entrevistadas.
De acordo com o secretário do Emprego e Relações do Trabalho, Pedro Rubez Jehá, a pesquisa reafirma um sucesso de mais de 10 anos do programa. “Os dados apresentados revelam que o Jovem Cidadão cumpre seu objetivo de oferecer oportunidades de estágios para jovens de famílias de baixa renda, preparando-os para o mercado de trabalho”, ressalta.
A pesquisa foi feita com 2.248 pessoas que fizeram estágio pelo Jovem Cidadão entre 2006 e 2008; 56% delas possuem renda familiar de até três salários mínimos; e 93% avaliaram o estágio como ótimo ou bom.
O levantamento apontou também que 25,4% dos jovens que ficaram durante seis meses no programa foram contratados pela empresa em que estagiaram. No caso dos que ficaram um ano, 32,8% foram efetivados.
A pesquisa foi realizada para identificar o perfil dos jovens e avaliar o desempenho do programa e a inserção dos participantes no mercado de trabalho.
O programa
O Jovem Cidadão oferece oportunidades de estágio para jovens entre 16 e 21 anos que cursam o ensino médio na Região Metropolitana de São Paulo e na cidade de Santos. O programa já atendeu mais de 100 mil pessoas desde que foi criado, no ano 2000.
Atualmente o Jovem Cidadão tem 689 vagas disponíveis. Os interessados devem se inscrever na secretaria da escola em que estudam ou no site http://www.meuprimeirotrabalho.sp.gov.br/.
No dia 24 de abril foi comemorado o Dia Internacional do Jovem Trabalhador. A Ferramentas Gerais, líder nacional em suprimentos industriais, desenvolve o projeto Jovem Aprendiz muito antes de 2000, quando a ideia virou lei no Brasil.
Desde 1985, quando entrou em vigor na FG, mais de 800 jovens já participaram da iniciativa e tiveram a oportunidade de ingressar no mercado de trabalho. Muitos deles, aliás, passaram de aprendiz a colaboradores da metalúrgica. Bianca Souza, 20 anos, ingressou na empresa em 2004 pelo Jovem Aprendiz e, atualmente, trabalha na área de Marketing, na Matriz, em Porto Alegre/RS. “Foi uma oportunidade de muito crescimento, tanto profissional quanto pessoal. Só tenho a agradecer à empresa por ter me dado essa chance. Foi um sonho realizado”, declara.
O principal objetivo do projeto é promover a aprendizagem dos jovens, propiciando-lhes uma formação profissional integral e qualificada.
Por lei, as empresas não podem empregar jovens menores de 16 anos, exceto nos casos dos aprendizes, a partir dos 14 anos. Em 2000, foi sancionada a Lei do Aprendiz (Lei nº 10.097), que prevê um contrato especial de trabalho com jovens, por prazo máximo de dois anos, direcionado a jovens com idade entre 14 a 24 anos. Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), em 2005 foram inseridos 73.231 aprendizes no mercado de trabalho.
Neste ano de 2009, a Ferramentas Gerais de São Paulo está com um grupo de seis jovens, que ingressaram na empresa em agosto de 2008. Com idade média de 16 anos, os eles ficarão na empresa durante dois anos, sendo três manhãs de atividades práticas na empresa e duas manhãs em aulas teóricas no SENAC sobre serviços administrativos. Durante esse período, a turma de Jovens Aprendizes é distribuída nas áreas Administrativa, Comercial ou de Materiais, com o objetivo de realizarem um rodízio, adquirindo experiência em todos os setores.
A Ferramentas Gerais recebe as inscrições dos jovens interessados em participar do projeto durante todo o ano. No encerramento da turma que está em andamento, começa o processo de seleção da turma seguinte, levando-se em conta critérios como idade, escolaridade e turno escolar.
O Santander Cultural assinou, no final de março, pelo segundo ano consecutivo, um termo de convênio com o CIEE – Centro de Integração Empresa – Escola do Rio Grande do Sul para realizar ações que visam a promoção da inclusão de jovens do ensino médio no mercado de trabalho, por meio da capacitação dos alunos.
Liliana Magalhães, superintendente do Santander Cultural, afirma que a iniciativa “é um grande orgulho por poder cooperar com o CIEE em um programa que incentiva a cidadania, estimula a socialização e encaminha os jovens para o mundo do trabalho por meio de estágios remunerados, pois tudo isso é fundamental para um futuro melhor para o nosso país”.
Estudantes de ensino médio, de baixa renda familiar, que estejam matriculados e frequentando escolas da rede pública no Estado do Rio Grande do Sul são o público alvo do Programa Cidadania e Talento.com. Até 2010, o projeto pretende capacitar três mil jovens, sendo dois mil já encaminhados no mercado de trabalho. O curso é gratuito, com 140 horas e oferece noves módulos: Atualização Gramatical, Redação e Interpretação de Texto, valorização da Cultura e Patrimônio, Desafios da Liderança e Proatividade nas Relações Pessoais e de Trabalho, Direitos e Garantias Fundamentais, Educação Ambiental e Responsabilidade Social, Prevenção ao uso de Drogas, Empreendedorismo, Sexualidade, Planejamento Familiar, Introdução aos Conteúdos de Tecnologia da Informação e Formatura.
O programa é resultado de uma parceria do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE-RS) com a Amcham (Câmara Americana de Comércio de Porto Alegre). Informações e inscrição: (51) 3284- 7167 ou 3284-7122.
Desde 2001, a Stilgraf — uma das mais expressivas gráficas brasileiras — mantém o Programa Menor Aprendiz em cumprimento à Lei do Aprendiz, instituída há oito anos em nível federal. A iniciativa prevê que jovens a partir de 14 anos possam ter seu primeiro emprego ao mesmo tempo em que são treinados por uma instituição do Sistema S (Sesc, Senac, Sesi, Senai etc.), escolas técnicas ou entidades sem fins lucrativos que deem assistência e educação profissional a adolescentes.
De acordo com a lei, a Stilgraf deve receber cinco jovens, selecionados a cada dois anos, para atuar na empresa. O Gerente de Administração de Recursos Humanos, Vagner Gomes de Almeida, explica que os aprendizes atuam em várias etapas do processo gráfico. “Sob constante supervisão, os jovens operam máquinas dos diferentes setores, treinando, em primeiro lugar, o que lhes foi instruído em segurança do trabalho”, ilustra.
Segurança é um dos primeiros itens estudados. “Os aprendizes lidam com maquinário que exige comportamento e atitudes seguros, além de uso de equipamentos de proteção individual (EPIs)”, ressalta Almeida. “Só depois vêm as noções de tecnologia gráfica, pré-impressão e de todas as etapas e processos produtivos da empresa: acompanhamento de fluxo do material e de ordens de serviço (OS), separação de papel, colocação de chapas no cilindro, entre outros”. Os jovens são acompanhados, o tempo todo, pelo oficial do setor, que também avalia o desempenho.
Inclusão
Almeida comenta que a Stilgraf não encara o Programa Menor Aprendiz apenas como o cumprimento de uma lei federal, mas sim, como uma importante contribuição para incluir jovens no mercado de trabalho. “A experiência profissional é um aprendizado importante para o jovem não só na formação profissional, mas principalmente de seu caráter. E esta oportunidade traz consigo a possibilidade de fazer cursos, obter remuneração e benefícios trabalhistas”, observa.
Todo o material para o exercício das atividades práticas é fornecido pela Stilgraf. Além disso, no primeiro ano o jovem recebe meio salário mínimo estipulado pela categoria gráfica, cesta básica, vale transporte, vale refeição, participação nos lucros e resultados (PLR), assistência médica, seguro de vida, convênio odontológico e ainda tem o recolhimento do INSS e depósito do FGTS. No segundo ano, ele tem direito a 75% do piso salarial da categoria, além de todas as garantias trabalhistas.
A seleção dos aprendizes é feita a partir de parcerias com o Serviço Nacional de Aprendizado Industrial (Senai) — tradicional instituição de formação técnico-profissional — e com o Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE). Todos os anos, o Senai abre inscrições para alunos interessados em seus cursos. Eles passam por um processo seletivo e quem estiver apto é indicado para ser contratado como aprendiz.
Existem dois tipos de estágio: um em que o menor trabalha meio período na empresa e, no restante do dia, faz o curso teórico no Senai; e outro em que ele faz o curso o ano inteiro e, durante o mês de férias, trabalha em período integral na empresa. “Optamos pela segunda modalidade, por interferir menos no aprendizado”, relata Almeida. “São, portanto, dois meses completos de prática, após cada ano de aulas teóricas. Ao final do curso, se houver vaga em determinado setor, o jovem é contratado. E mesmo que isso não seja possível, ele já assegurou dois anos de experiência comprovada e tem mais chances de atuar em qualquer empresa do ramo”, conclui.
Personagem
A mais recente contratação partiu do convênio da Stilgraf com o Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE). Desde novembro do ano passado, Taise Santos de Souza, 18 anos, está contratada como auxiliar do departamento fiscal da Stilgraf após um ano e meio como aprendiz. “Passei por três setores: financeiro, contabilidade e faturamento. Fui contratada na contabilidade, mais exatamente no Departamento Fiscal, onde confiro notas de entrada”.
Taise conta que, há dois anos, se cadastrou num posto de atendimento do CIEE. Depois de passar por entrevistas em seis empresas indicadas pela entidade, acertou com a Stilgraf. “Fui selecionada numa prova e passei a trabalhar cinco dias da semana na empresa e a fazer o curso uma vez por semana”. Ela explica que, nesse curso de capacitação, teve aulas teóricas de rotinas administrativas e psicologia, além de módulos de informática e dinâmicas de grupo. “Vale a pena”, resume, satisfeita. “Temos de insistir, porque há muitas oportunidades em boas empresas como a Stilgraf”, conta Taise, que este ano começa um curso superior em Administração de Empresas.
